Quero e preciso da verdade paradoxal que há em reconhecer a minha derrota para enfim abraçar a vitória. Quero não mais me conformar nem acreditar que serei melhor fazendo as mesmas escolhas, quero ser livre da minha estúpida sabedoria, liberto da presunção e distante da autoconfiança que tanto me feriu.
Sempre acreditei que seria capaz de pelo menos chegar perto de ideais espirituais, cada vez mais distantes. Eu corri e me machuquei, inúmeras vezes reuni minhas forças que me levaram a inúmeras quedas.
Fazer a diferença na minha e em outras vidas sempre foi parte de meu discurso silencioso, diluído em ações confortáveis. Pode parecer frustrante olhar para trás e notar apenas poucos garranchos espaçados, não quero voltar no tempo nem fazer promessas para o futuro, isso não é o meu problema e nem foi meu sonho.
Não preciso de auto-análises, nem de arrumar minha caixa de ferramentas, tão pouco de mais tempo. Sei que o problema está em mim, não é isso que importa. Vasculhando meu interior não obtive uma bela vista. Alguns dizem que precisamos ir fundo no problema, essa é uma habilidade em destaque em nossos currículos, poetizamos e nos demoramos em análises e cálculos, até descobrirmos que embora estejamos correndo a esteira não nos leva para frente.
Por passarmos tanto tempo olhando para dentro não vemos o que nos cerca, o perigo que corremos o tempo todo, e esse todo pode estar se esgotando. Qual sonhador pode sabiamente afirmar o que fará amanhã?
Há beleza em reconhecer que sozinho fracassei, observar não posso nada sem Jesus e com Ele sou mais que vencedor.
Não estamos mais no tempo de sermos infantis em achar que sozinhos e por nossos esforços alcançaremos nossos sonhos. Hoje é o dia do reconhecimento, é à hora da “ficha cair”, de acordarmos para a realidade, de encarar os fatos, a verdade.
Fico triste e impressionado com a nossa capacidade de rejeitar o que é bom, o melhor caminho. Mas o que mais me impressiona é que hoje Jesus está nos dando uma nova chance, e essa é infinitamente melhor do que qualquer promoção intitulada como “imperdível”. Louvado seja o nosso Salvador Jesus, por seu amor real e insistente.
Não sejamos insistentes em nos esquivar da escolha certa, descansar nos braços de Jesus.
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